segunda-feira, 26 de abril de 2010

Suave morte

Não vejo nada
corro em direção ao vazio
sinto os pés no chão
mas alguns passos são em vão
ouço vozes no lado esquerdo
e ao direito somente o vento
algo me pega pelas mãos
e me diz bem baixinho:
-Confia em mim.
seu nome é impronunciável
algo que talvez não deva ser citado
mas acusa calmaria, paz interior
mas é difícil abrir os olhos
um sentimento inexplicável
talvez a própria vontade de morrer
ou a morte levando aos poucos,
quem sabe?

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